terça-feira, 19 de Maio de 2009

Teatros de Madeira




A Gaivota e o Gato que a ensinou a voar, 2009
Acrílico s/ placas de madeira
dim. 100x100x30 cm

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

O Gato das botas, o ogre do rato e a perdiz



O Gato das Botas, o ogre do rato e a Perdiz, 2009
dim.125x125x30cm
Acrílico s/ placas de madeira

segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Sua Alteza o Rei Abílio, a porca da mãe e o colibri




Sua Alteza o Rei Abílio, a porca da mãe e o colibri
dim. 124x110x10 cm

sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Relicários



Por vezes, por medo, excluímos todos aqueles que são diferentes de nós.

Excluímos os velhos, por não se mexerem e não serem úteis para a sociedade; os jovens, por serem indisciplinados, irreverentes; os doentes porque incomodam; os fracos porque não estamos para andar com eles ao colo; os deficientes por os considerarmos incapazes; os estrangeiros porque são diferentes; os imigrantes porque ocupam os nossos lugares de trabalho; os drogados e os alcoólicos porque não temos solução para eles; os portadores de sida porque nos podem contagiar; os prisioneiros porque foram pecadores,...

Mas o que não reparamos é que nalgum ponto desta lista, nalgum momento da nossa vida lá vamos estar nós a sentirmo-nos excluídos.

É por medo que nos tornamos violentos, intolerantes, egoístas, racistas, xenófobos.

Enclausuramo-nos nas nossas gaiolas douradas, nos nossos altares privados, venerando-nos uns aos outros dentro da nossa cultura, dos nossos hábitos, das nossas "vidinhas"...

Novos medos conduzem a novas cruzadas, impedindo-nos assim de nos comportarmos inteiramente como seres humanos.

O meu olhar magoa-te?


quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Por de baixo desta carapaça



Por de baixo desta carapaça que me aprisiona está o meu Eu.
Um ser que não se vê, mas que se olha e sente.
Por de baixo desta carapaça cinzenta que me sufoca está um ser cheio de cor e vida.
Olho-me ao espelho e o meu rosto cobre-se de formas e cores.
Por de baixo desta carapaça claustrofóbica, sinto--me nua, livre, sem passado nem futuro a deambular pelo Universo.
Por de baixo desta carapaça que me aprisiona, resta-ma o olhar de menina aninhada ao colo do seu pai numa noite de inverno.

sábado, 18 de Fevereiro de 2006

Era uma vez...



Era uma vez um ser.

Um ser aprisionado por uma carcaça seca, velha, encarquilhada.

Era uma vez um ser ressequido, queimado pelo tempo.

A pele aprisiona-o, a carne queima-lhe os ossos.

Perante ti o corpo parece possuí-lo, confrontando-o com uma condição à qual está preso.

Era uma vez um ser, que tu não vês, mas que olha para ti como há muitos anos atrás, quando o rosto era de menina e o corpo não lhe pesava.

Um ser cheio de vida, enclausurado num corpo inerte, incapaz de se mover como em tempos idos.
Era uma vez um ser.

Um ser que o foi mas já o não é.