Carla Faro Barros
Sábado, 19 de Novembro de 2011
Quarta-feira, 30 de Março de 2011
Foi-se...

Foi-se...
Foi-se a vida, foi-se o tempo.
Foi-se o choro de criança.
Foi-se o olhar de inquietude,
Foi-se a pose de boudoir.
Foi-se a menina luxúria, mais a velha invejosa.
Foi-se a alcova molhada, mais o cheiro de amor.
Foi-se a mulher e os filhos, o marido e os chinelos.
Foi-se a preguiça de levantar e a preguiça de trabalhar,
Foi-se o passo apressado.
Foi-se o grito e o sorriso, mais o riso desbragado.
Foi-se a ira, mais a gula.
Foi-se a gaiola dourada, mais o barraco de lata.
Foi-se a avareza, a soberba, e o espelho luzidío.
Foi-se a mentira, a verdade e a língua mentirosa.
Foi-se o castelo e o sonho, mais o baralho de cartas.
Foi-se o cigarro na boca, a doença e a fobia.
Foi-se o medo de não voltar.
Foi-se...
Carla Faro Barros
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Relicários

Por vezes, por medo, excluímos todos aqueles que são diferentes de nós.
Excluímos os velhos, por não se mexerem e não serem úteis para a sociedade; os jovens, por serem indisciplinados, irreverentes; os doentes porque incomodam; os fracos porque não estamos para andar com eles ao colo; os deficientes por os considerarmos incapazes; os estrangeiros porque são diferentes; os imigrantes porque ocupam os nossos lugares de trabalho; os drogados e os alcoólicos porque não temos solução para eles; os portadores de sida porque nos podem contagiar; os prisioneiros porque foram pecadores,...
Mas o que não reparamos é que nalgum ponto desta lista, nalgum momento da nossa vida lá vamos estar nós a sentirmo-nos excluídos.
É por medo que nos tornamos violentos, intolerantes, egoístas, racistas, xenófobos.
Enclausuramo-nos nas nossas gaiolas douradas, nos nossos altares privados, venerando-nos uns aos outros dentro da nossa cultura, dos nossos hábitos, das nossas "vidinhas"...
Novos medos conduzem a novas cruzadas, impedindo-nos assim de nos comportarmos inteiramente como seres humanos.
Excluímos os velhos, por não se mexerem e não serem úteis para a sociedade; os jovens, por serem indisciplinados, irreverentes; os doentes porque incomodam; os fracos porque não estamos para andar com eles ao colo; os deficientes por os considerarmos incapazes; os estrangeiros porque são diferentes; os imigrantes porque ocupam os nossos lugares de trabalho; os drogados e os alcoólicos porque não temos solução para eles; os portadores de sida porque nos podem contagiar; os prisioneiros porque foram pecadores,...
Mas o que não reparamos é que nalgum ponto desta lista, nalgum momento da nossa vida lá vamos estar nós a sentirmo-nos excluídos.
É por medo que nos tornamos violentos, intolerantes, egoístas, racistas, xenófobos.
Enclausuramo-nos nas nossas gaiolas douradas, nos nossos altares privados, venerando-nos uns aos outros dentro da nossa cultura, dos nossos hábitos, das nossas "vidinhas"...
Novos medos conduzem a novas cruzadas, impedindo-nos assim de nos comportarmos inteiramente como seres humanos.
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